O músico Pedro Terra chega ao terceiro trabalho de estúdio com o álbum "Pago Perdido". O projeto reúne músicas e poemas autorais, além de regravações de composições de amigos e colegas, apresentadas em versões bastante personalizadas.
A proposta de "Pago Perdido" é ampliar os horizontes da música regional gaúcha, levando o regionalismo cultural gauchesco para além das concepções mais tradicionais do gênero. Para isso, o álbum incorpora diferentes sonoridades e instrumentos, como guitarras elétricas, clarinetes, sintetizadores e elementos de trap, criando uma identidade contemporânea sem perder a essência da música do Rio Grande do Sul.
O trabalho contou com a produção musical do multi-instrumentista e arranjador Cris Medeiros, responsável por dar unidade à proposta artística do disco, que une tradição e inovação em uma sonoridade marcante.
Ouça agora o EP I e o EP II.
Sobre o artista
Nascido em 1º de agosto de 1991, mesma data de nascimento do poeta Aureliano de Figueiredo Pinto, Pedro Terra carrega a música regional em sua história desde a infância. Filho do cantor e compositor Henrique Abero, iniciou sua formação musical ainda muito cedo, aprendendo a tocar com o pai aos cinco anos de idade. A gaita ponto foi seu primeiro instrumento.
A estreia nos palcos aconteceu em 1999, quando pai e filho participaram da única edição do festival Grito do Quero-Quero, realizado em Herval do Sul (RS). A apresentação marcou o início da trajetória artística de Pedro, que, ao longo dos anos, consolidou-se como um dos instrumentistas mais respeitados da música nativista.
Além de cantor, Pedro Terra destaca-se como violonista, contrabaixista e arranjador. Sua atuação o levou a dividir palcos e estúdios de gravação com importantes músicos e artistas da cena sul-rio-grandense. Atualmente, integra o grupo musical que acompanha o cantor Lisandro Amaral, um dos principais nomes da música gaúcha contemporânea.
O nome artístico "Pedro Terra" também possui uma história especial. O batismo artístico foi concedido pelo poeta bageense Eron Vaz Mattos, consolidando uma identidade reconhecida no meio tradicionalista e na música regional do Rio Grande do Sul.